Como funciona as oficinas
Nossas oficinas tem o papel de mobilizar, estimular e integrar interesses individuais e comunitários.
Mas não apenas isso! São feitos estudos criteriosos sobre o acabamento e a qualidade dos produtos que vão sendo aprimorados, e retomados em reuniões quinzenais, semanais.
Essas reuniões são animadas, cheias de novidades e ajudam a identificar o potencial criativo presente em cada participante e a estabelecer assim, uma ampla rede de trocas criativas.
Estas trocas funcionam como um laço de cooperação e aglutinação de interesses.
Buscamos uma mobilização permanente e amistosa que começa no artesão e chega a sua comunidade ou grupo. Assim, o nosso escritório passa a ser uma extensão do espaço criativo de cada artesã (ão)construindo uma teia de motivação permanente.



O apoio que fortalece
Também são trazidos técnicos com o apoio do Sebrae, quando há uma necessidade emergente de dar um salto qualitativo nos protótipos. Em 2007 foi a Adélia Borges, e esse ano o Eduardo Embroise, nomes reconhecidos no meio cultural nacional sobre artesanato. Compreendemos que não basta ensinar a fazer um produto ou protótipo reciclado, mas de repensar o meio e a comunidade em que se vive (sócio ambiental) a relação com os demais artesãos, uma vez que o trabalho com o decarte exige não apenas um produto reciclado mas, uma sociedade preparada para empreender mudanças definitivas rumo o alcance da sustentabilidade.


Você sabe o que é reciclagem?
Reciclagem é um processo de reaproveitamento de metais, plásticos, papéis, vidros, ou qualquer outro material, orgânico ou inorgânico, recuperando-o ou retransformando-o para aproveitamento ou novo uso. O processo pode ser industrial ou artesanal.

No caso do Mato Forte é artesanal reaproveitamos, sacos de batata, cebola, embalagens pláticas em geral, descartes publicitários, banners, adesivos, entre outros materiais que iriam acabar como o que conhecemos como lixo que causam sérios problemas ambientais nas nossas cidades e rios.


A palavra reciclagem difundiu-se com maior força a partir do final da década de 1980, quando foi constatado que as fontes de petróleo e de outras matérias-primas não renováveis estavam se esgotando rapidamente e, que havia falta de espaço para a disposição de lixo e de outros dejetos na natureza. A expressão vem do inglês recycle (re = repetir, e cycle = ciclo).
Na baixada cuiabana essa preocupação é notável para nós já que estamos próximos do Pantanal e também o Cerrado. Esses ecossistemas contém uma diversidade significativa de aninais, vegetais e também da culturas milenares do índios e ribeirinhos que vivem no território mato-grossense.



A agricultura mecanizada para o cultivo de soja, milho e cana-de-açucar avança aceleradamente modificando as formas tradicionais de sustento dessas populações. Assim cresce a dificuldade de emprego e renda para milhares de familias em Mato Grosso.O crescimento urbano de Cuiabá está causando um impacto considerável e visível. A poluição do Rio Cuiabá afeta a atividade tradicional da pesca, sendo as sacolas plásticas um grande notável poluidor.


Assim o lixo passa a ser um recurso em expansão e um meio de vida e sustento na baixada cuiabana e é preciso com urgência aprender a transformá-lo.
A reciclagem pode prolongar a vida de um material dando-lhe um novo uso, por exemplo, ao transformar artesanalmente produtos considerados como lixo em artigos de uso cotidiano ou de adorno.

Grosso modo, grande parte do lixo que é gerado pode ser reciclado e voltar novamente para a cadeia de consumo e uso.